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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O parque dos dinossauros em Salto (SP)

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.11.26

Parque da Rocha Moutonée foi o primeiro sítio criado no Brasil com objetivo ecológico e preservação a um monumento específico

Um dos últimos feitos  da administração do ex-prefeito Geraldo Garcia (PDT) foi a reforma do Parque da Rocha Moutonée, na Estância Turística de Salto (SP), o qual foi apresentado tecnicamente à imprensa local pelo ex-secretário da Cultura, Valderez Antonio da Silva e pelo engenheiro responsável pelo projeto, Jorge Venaglia, no dia 19/12 do ano passado. A reformulação do local foi custeado com recursos provenientes do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE) e a principal intervenção foi a instalação de réplicas de dinossauros, como meio de contextualizar e facilitar a didática para que crianças e o público mais leigo assimilem as evidências científicas da formação dos continentes.

Entre as intervenções da reforma, o parque ganhou novos equipamentos e infraestrutura que tornaram a visita ao local mais agradável e segura, para os munícipes e turistas. A concepção atual é que o parque possa ser uma ferramenta de interlocução com a história da formação da Terra, do surgimento e evolução das formas de vida. Isso está retratado em painéis que falam da origem da água, da vegetação e do próprio homem.

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.22.02Garoto buscando entender a ideia da evolução humana

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.10.58Painel ilustrando a origem da vida no mar

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.05.29Réplica de tiranossauro no instante da caça

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.25.51Na margem do rio Tietê, com vista para o antigo prédio da indústria de fiação e tecelagem Brasital, que abriga atualmente o Centro N. Sra. do Patrocínio (Ceunsp), o visitante se depara com uma escultura de um remeiro, conduzindo um batelão, antigo barco usado para navegação pelas bandeiras e pelas monções. A produção artística foi produzida por Murilo Sá Toledo, retratando o Porto Góes, que outrora servia de ponto de partida para os aventureiros que desbravaram as terras brasileiras ou que transportavam cargas.

O parque também ganhou câmeras de monitoramento, sala de apresentação, unidade administrativa, um almoxarifado, painéis informando a localização das atrações e uma pequena ampliação no estacionamento.

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 15.57.38Unidade de apoio ao visitante e vista do estacionamento

Foto: Sérgio Mercês2013-01-19 16.00.49Unidade administrativa a qual provavelmente abrigará a Diretoria de Turismo

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.11.45Visitantes admirando dinossauros ainda em instalação, na tarde de sábado (19/01)

O Parque da rocha Moutonée fica na Estrada do Sete Quedas (SLT-257), trecho que liga a Av. da Convenção (SP-79) à Rodovia Dep. Archimedes Lammoglia (SP-75), como é conhecido esse trecho da Rodovia do Açúcar. Para visitantes que optem pelo transporte coletivo para chegar o local podem usar a linha Madre Paulina (Via Moutonée), que sai da rodoviária e tem parada no terminal da Pça. da Bíblia. O ingresso no parque é gratuito.

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mapaMapa com referência de trajeto até o parque com saída do Pavilhão das Artes (Salto)

A Rocha Moutonée, um elo perdido
O Parque da Rocha Moutonée tem esse nome devido sua principal atração, uma rocha em forma de carneiro deitado (mountoun). Essa rocha, um granito róseo, tem um grande valor científico devido sua formação geológica, pois carrega em si estrias, que segundo estudiosos são evidências da glaciação, na era Paleozoica da Terra; num período estimado entre 250 e 350 milhões de anos atrás. O deslocamento de geleiras sobre a rocha teria deixado sua superfície polida e também depositado material sedimentar que se desprendeu do solo com tal movimento das geleiras.

Foto: Sérgio Mercês
2013-01-19 16.47.26Face da Rocha Moutonée que foi cortada para servir de calçamento às ruas da cidade, a ignorância do valor científico levou a degradação do sítio geológico

A descoberta deste patrimônio natural e científico é atribuída ao pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas, Marger Gutmans, em 1946, ano em que foi divulgada pelo pesquisador à Sociedade Brasileira de Geologia.

Em 1990, a área foi tombada pela Secretaria Estadual de Cultura em atendimento à recomendação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). O ex-prefeito, José Geraldo Garcia (PDT), na época secretário municipal da Cultura, empenou-se para a desapropriação da área tombada e uma extensão dessa área, criando o parque com 43,338 mil m².

O Parque da Rocha Moutonée inaugurado em 1991 foi o primeiro parque no Brasil criado e instalado com fim ecológico e preservação de um monumento específico.

 

 

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1 comentários:

  1. Muito bom Sergio Mercês, que legal essa matéria. A nossa região é bastante rica em turismo ecológico, haja vista que em Itu, tem também o Parque do Varvito, a Rodovia dos Romeiros, fazendas antigas e coloniais, que oferecem oportunidades para as pessoas conhecerem de perto a natureza. Parabens.

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